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5.12.16

"Aprenda a impactar mais da metade da população brasileira agora mesmo" - Bate-papo sobre representatividade e protagonismo negro



"Aprenda a impactar mais da metade da população brasileira agora mesmo!" - este foi o título do braincast que tratou sobre representatividade e protagonismo negro.
A pauta ainda é cercada de dúvidas, questionamentos e até divergências.
Carlos Merigo e Cris Dias sentiram a necessidade de falar mais sobre ela e convidaram um time ótimo - hello, modéstia: eu,  Joana Mendes, Viviane Duarte e +Oga Mendonca !
Apesar de se tratar de um assunto denso, foi uma conversa que apreciei muito; espero que apreciem e também sintam isso. Mais uma vez agradeço ao B9  pelo convite. Enjoy it!


16.1.16

a cereja do bolo de 2.015: Podcast Mamilos - Meritocracia | "Quem nasceu para ser ruído, nunca vai passar mensagem!"

2.015 me viu chorar, mas também me fez sorrir!
Tudo muito intenso, tudo muito num 'quê*' de novela mexicana... muitas emoções, choro e riso.
Quando eu parei para perguntar para esse ano de altos e baixos se "já acabou, Jéssica?"; eis que ele me diz em alto e bom som: NÃO ACABOU NÃO!
Parei tudo que estava fazendo [arrumando a mala para pular as 7 ondas do Réveillon], para falar com a dupla Cris & Jú do Mamilos. Elas não desistiram da pauta [vide podcast], gravamos e finalmente nasceu o podcast sobre Meritocracia.

Sem mais delongas, dá o play no soundcloud e deleite-se!

22.9.15

Viola Davis falando a verdade na premiação do Emmy 2015 | Discurso completo legendado



Viola Davis fez história durante a premiação do Emmy deste ano. Ela se tornou a primeira mulher negra a ganhar o prêmio de melhor atriz em série dramática em 67 anos de existência do prêmio.

A atriz levou a estatueta pelo seu papel de protagonista na série “How To Get Away With Murder”. Viola Davis ficou surpresa e emocionadíssima com o prêmio e ao subir ao palco fez um forte discurso em que falou sobre a questão das mulheres negras em Hollywood.

“Em meus sonhos e visões, eu via uma linha, e do outro lado da linha estavam campos verdes e floridos e lindas e belas mulheres brancas, que estendiam os braços para mim ao longo da linha, mas eu não poderia alcançá-las”, disse Viola Davis, citando Harriet Tubman. “Deixem-me dizer uma coisa: a única coisa que separa as mulheres de cor de qualquer outra pessoa é a oportunidade. Você não pode ganhar um Emmy por papéis que simplesmente não existem”, concluiu.

Durante o discurso, Viola também dedicou o prêmio a outras atrizes negras, como Taraji P. Henson, Kerry Washington, e Halle Berry.

Via



Regina King foi premiada como "Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Filme para TV” em American Crime.



Uzo Aduba levou a estatueta por “Melhor Atriz Coadjuvante em Série Dramática” em Orange Is The New Black, com mesmo personagem pelo segundo ano consecutivo.

20.8.15

Música de 5ª : Max de Castro | Mancha Roxa (Marcha Rancho)

assunto sério, sem risadinha...isso nem é postagem, é desabafo mesmo!

te falar que SP não está fácil.

muito extermínio na rua, pouca água na caixa.

muita panela batendo na varanda gourmet, pouca comida enchendo a panela de quem trabalha pra viver.

a disputa tá acirrada... quem sobe mais? dólar ou gasola*?

se correr o bicho pega, se ficar o b... não, péra*. não corre que tem radar!

melhor deixar comer quieto... porque, né?

preta correndo? 'vão dizer: óh lá... fez merda... tá fugindo! pega!'

mas se não pegar, a bala alcança e ainda vai dizer que foi legítima defesa.

tá f***...!

ao menos temos a música, retrata o caos mas nos faz sofrer cantando.





VIDA LONGA AOS HOMENS DE BEM!

25.7.15

25 de julho: Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha

O Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, além de comemorar a resistência da mulher negra, oferece oportunidade para proposição de ações e discussões dentro e fora de movimentos da sociedade civil, a fim de alavancar o enfrentamento da combinação entre racismo e sexismo (duas formas de descriminação que comumente se desdobram em diversas modalidades de violência).

Arte da 6ª edição, o Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha

Em julho de 1992, mulheres negras de 70 países participaram do 1º Encontro de Mulheres Negras da América Latina e do Caribe, em Santo Domingo, na República Dominicana. O último dia do evento, 25 de julho, foi marcado como o "Dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe", para celebrar e refletir sobre o papel das mulheres negras nestes continentes. Mulheres que, mesmo donas de trajetórias diferentes, em diferentes realidades, compartilham batalhas pela própria sobrevivência, de suas famílias e de suas comunidades. Nesta peleja dificultada pelo racismo, elas ainda enfrentam o sexismo presente em inúmeras situações cotidianas e, a partir destas lutas, buscam transformar as sociedades em que vivem.
A criatividade para driblar diferentes formas de opressão nos remete à memória as guerreiras que, desde a escravidão, têm que recriar formas de resistência.

O trabalho braçal a que eram submetidas nas plantações do regime escravocrata, o sexo forçado, as torturas, usados como meio de manter a mulher escrava em "seu lugar" eram práticas reveladoras do peso do que significava ser mulher negra nas colônias. Inviabilizadas em muitas narrativas dominantes, quando não estereotipadas, as mulheres negras ainda lutam para tirar de seus ombros estigmas centenários.
No século XXI, suas vivências ainda permanecem marcadas por violências que combinam ao racismo, outras formas de discriminações: de gênero, de orientação sexual, de idade ou geração, de classe social, de ter ou não alguma deficiência, entre outras. Em determinados aspectos, a própria sociabilidade de muitas delas se dá violentamente ou em contextos de violência.

Em resposta à violência e à invisibilidade, estas mulheres desenvolveram uma feminilidade guerreira, uma possibilidade de se mulher diferente da passividade que o pensamento hegemônico espera. Ao organizarem-se em nome das lutas pela transformação social, pelo fim do racismo, do sexismo, da lesbofobia e das diferentes formas de opressão, as mulheres negras denunciam a invisibilidade que as exclui e participam do cenário político de forma íntegra e resistente.

Via: Centro Feminista de Estudos e Assessoria - CFEMEA 

Dia Nacional de Tereza de Benguela 
e da Mulher Negra


[[[ Olha... como aqui trabalhamos com a verdade e sabemos fazer conta, preciso esclarecer um  fato a vocês, queridos leitores: Teresa de Benguela faleceu em 1770. O quadro Seated Black Woman que supostamente retrata a heroína foi pintado por Felix Vallotton [ viveu de 1865 à 1925 ] em 1911.
Das 2 uma; ou Felix Valloton fez um desenho mediúnico ou essa bela negra envolta em um tecido vermelho não é Tereza de Benguela, e a internet mentiu para nós esse tempo todo!
 By the way... eu amei essa versão do Vik Muniz, por isso usei para ilustrar o post! :)  ]]]

Em  2 de junho de 2014, a presidente Dilma Rousseff; juntamente com a então Ministra-chefe da SEPPIR Luiza Helena de Bairros; sancionou a Lei nº 12.987/2014, que instituiu  o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, a ser comemorado, anualmente, em 25 de julho.

Tereza de Benguela é considerada uma heroína por ter combatido a escravidão e a opressão. Foi uma líder do quilombo de Quariterê, viveu durante o século 18 em Guaporé, próximo a Cuiabá, capital do estado de Mato Grosso, Região Centro-Oeste do Brasil, perto da fronteira com a atual Bolívia. Com a morte do marido, Tereza se tornou a rainha do quilombo, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas, mantendo-se ativo até 1770, quando o quilombo foi destruído pelas forças de Luiz Pinto de Souza Coutinho e a população (79 negros e 30 índios), morta ou aprisionada.

A rainha Tereza de Benguela pode ser comparada a Zumbi dos Palmares, um dos símbolos da resistência negra no Brasil. Valente e guerreira ela comandou uma comunidade de três mil pessoas. Uniu negros, brancos e indígenas para defender o território  onde viviam. Liderou o desenvolvimento do quilombo, implantando  o uso do ferro na agricultura.  Sob  seu comando o quilombo cresceu tanto que agregou índios bolivianos e brasileiros. Após o quilombo ser extinto, Tereza foi presa e suicidou-se.

Ainda que tantos outros dias fossem instituídos para refletir, debater e definir estratégias de mudança; pode soar clichê mas eu digo: todos os dias são nossos!
Mesmo que o mundo nos dê 1/3 de oportunidades [ perco 1/3 para 1 homem, perco + 1/3 por não ser branca ] podemos tudo e iremos aonde quisermos.
Apesar de estarmos na base da pirâmide social, econômica e política; lá não é nosso lugar... Deixe o mundo saber disso!

"A beleza de uma guerreira não está na perfeição do óbvio, na efemeridade do comum; e sim nas cicatrizes que ela carrega em sí.
Histórias, vitórias tatuadas no âmago de sua essência incomum."
Michelle Nery

3.7.15

“Boa Esperança”: um clipe ou um soco no baço? ... e quem ganha no "Emicida" X "J. Cole"


Dirigido por Katia Lund e João Wainer, o novo clipe do Emicida, “Boa Esperança”, é um tapa na cara. E este tapa, amigos, está vindo faz tempo.

Um tapa que começou com Rosa Parks sentando onde não podia. Um tapa representado pelos braços negros cor Pantera de Tommie Smith e John Carlos. Um tapa que passou pelo Brasil nas vozes de Tim Maia, Thaíde e DJ Hum e Racionais MC`s. Uma bofetada cantada por Pavilhão 9: “A bomba vai explodir”. Uma revolta bem lembrada pelo Yuka: “Todo Camburão Tem Um Pouco de Navio Negreiro”. É difícil lembrar de uma paulada tão forte quanto essa do Emicida. Talvez o Facção Central manchando de sangue o Espaço Rap da 105 FM? Talvez.

Em tempos de discussões tão afloradas sobre temas sociais, o clipe do Emicida, na verdade, não é um tapa. É um aviso. “Cês diz que nosso pau é grande. Espera até ver nosso ódio”. Amém.

A produção é do Laboratório Fantasma em parceria com a bigBonsai.

PS: E que maravilha ver os filhos de Mano Brown, Domenica e Jorge Dias, no elenco. Clap, Clap!

Via



aí pra polemizar [ e é disso que a gente gosta ] a galera entrou numas de comparar com o clipe de G.O.M.D., do J. Cole; tem mesmo enredo / temática.

OK que "nada se cria tudo se copia", mas OK também que umas 5 pessoas podem ter simultaneamente aquele mesmo insight genial que você teve pela manhã... vence mesmo quem corre e joga a ideia pro mundo primeiro... né?

14.1.10

Pense no Haiti, reze pelo Haiti . . .


A Diáspora Africana está de luto e as perguntas a serem feitas são: até quando iremos pensar e rezar pelo Haiti, parafraseando a canção? Rezar é suficiente? Acho que não! Então, faça a sua doação...
fonte.

Banco do Brasil
SOS Haiti
Agência 1606-3
Conta Corrente 91000-7


Banco: HSBC
Comitê Internacional da Cruz Vermelha
Agência: 1276
CC: 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51
Com PayPal
Hollywood Unites For Haiti
http://www.hufh.org/contribute.html