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14.2.17

Os melhores cartões para o "Valentine's Day"

Percebeu que o dia está todo rosa e vermelho paixão, as pessoas abrem a boca e saem corações?

O 14 de fevereiro é considerado o dia mais romântico do mundo!
O Dia dos Namorados, em alguns países é chamado Dia de São Valentim ou "Valentine's Day".
Por aqui comemoramos em 12 de junho, pois a data celebra também a véspera do Dia de Santo Antônio, conhecido como santo casamenteiro.
Separei alguns cartões maneiros para a data do amor.


me liga, bebê!

12.1.17

O legado de Miss O

Chegou à Casa Branca entre críticas, mas Michelle Obama se despede do cargo como primeira-dama transformada em ativista e fiel representante das mulheres negras no mundo.



Ninguém antes havia vestido o mesmo traje. O de primeira-dama dos Estados Unidos estava desenhado para mulheres brancas, em sua maioria trabalhadoras e que viviam à margem da política. Uma indumentária para navegar na linha fina de apoiar fielmente as políticas de seus maridos sem intervir em excesso. E nunca havia sido usado por uma mulher negra até que Michelle Obama o vestiu em janeiro de 2009.

Desde sua aparição na Convenção Nacional Democrata de 2008 até a de 2012, ela desenhou um arco de história que não deixou ninguém indiferente. Na campanha que levou à Presidência seu marido, Barack, começou uma negociação cujos termos ela escreveu sozinha a golpe de discurso, de silêncios calculados e de uma estratégia baseada na constância. Foi recebida na Casa Branca entre o ceticismo e as críticas por ter se declarado, em primeiro lugar, "mom in chief" (na tradução literal “mãe em chefe”, ou algo como, mãe no comando). Suas filhas, sua família, estavam na frente. Oito anos depois lembrou, no mesmo discurso em que apoiou Hillary Clinton ante os delegados na Filadélfia, que olhou os rostos da meninas pela janela no primeiro dia de colégio, acompanhadas pelo serviço secreto, e pensou: “O que nós fizemos?”.

Hoje restam poucas dúvidas de que sempre soube o que estava fazendo. Às expectativas de quem esperava um papel revolucionário por parte da primeira-dama com títulos em Harvard e Princeton, Michelle Obama respondeu com planos de atender às famílias dos veteranos de guerra, inaugurou a horta orgânica da Casa Branca e se fez presente na televisão, onde dançou hip hop e conversou com personagens de Vila Sesamo.

Pouco depois lançou seu controverso programa para reinventar os cardápios dos refeitórios escolares de todo o país, e quando Barack Obama foi reeleito, em 2012, a primeira-dama já havia sido declarada “o pesadelo do feminismo” nos EUA. Os primeiros quatro anos de trégua haviam terminado e alguns setores do país queriam ver sua versão mais ativista. Mas suas intenções eram outras. Ainda tinha que levar em frente sua campanha pela alimentação saudável e se tornar uma defensora da educação das meninas em todo o mundo, um projeto que levou este ano à Espanha.

Nunca escondeu seu ceticismo com a política, mas também não censurou sua visão do papel que deveria desempenhar como primeira-dama. Não se apertou para entrar nos modelos de suas predecessoras –vale como exemplo seu armário, destacado pela classe de um modelo Versace no último jantar de Estado– e, conforme se aproxima o final do mandato de seu esposo, tem revelado de maneira cada vez mais firme como se pode ser primeira-dama de todos os norte-americanos e servir de consciência para um país imerso em uma das campanhas mais retorcidas, agressivas e negativas das últimas décadas.

Michelle Obama se transformou nas últimas semanas em uma defensora tão importante quanto inesperada da candidatura de Hillary Clinton, e conseguiu explicar o inexplicável com uma linguagem que diz o que nenhum outro político pode pronunciar. Ela pode dizer que se “precisa de um adulto na Casa Branca”, continua tentando inspirar os jovens ao afirmar que “minha história também pode ser a de vocês” e sacode o país com a verdade de que “vejo minhas filhas brincarem no jardim de uma casa construída por escravos”.


11.1.17

Carta aberta do rapper T.I. para o eterno Presidente Obama



Diante do desenfreado genocídio negro em seu país, o rapper e ator Tip Harris, de nome artístico TI, idealizou uma forma inusitada de protesto.
Além de ir à frente de marchas e se manisfestar musicalmente - Us or Else: Letter to the System - ; passou a escrever uma série de cartas abertas ao presidente Obama, ao presidente eleito Donald J. Trump e toda a América.

NY: O que você deseja através dessas cartas?
T.I: Meu primeiro objetivo é comunicar e compartilhar meus pensamentos e tentar ser uma voz para as pessoas que podem estar pensando em algo a dizer, mas, por alguma razão, pode não ser capaz de dizer ou não ter a plataforma para dizê-lo. Usando minha plataforma para ser uma voz para aqueles que não podem falar por si mesmos.

NY: Você acha que o impacto de Obama foi principalmente simbólico, ou houve realizações tangíveis , T.I: especialmente para os negros?
Primeiro e acima de tudo foi a mensagem simbólica, dizendo que independente do que você é, da cor da cor da sua pele, você não precisa ser um homem branco para ser presidente. Obama abriu a porta para mostrar que pode acontecer, pode ser feito, seus esforços podem ser pagos em uma capacidade muito, muito grande, enquanto você continuar a trabalhar e educar-se e tomar as medidas necessárias. Isso é imensurável.

Você tem alguma expectativa de como será com o presidente Trump?
É hora de eu sentar e observar, ver como será. Eu já tenho minhas próprias opiniões, informações, como eu acho que será. Mas isso não é tão importante quanto a realidade. Eu não tenho que falar ou me questionar como será. Eu vou ter que viver com isso. Eu não quero ser presunçoso, eu não quero ser prematuro em minha crítica.

Parece que a presidência de Obama falou com o hip-hop. O rap perde sem um presidente como Obama?
Eu não acho possível neste presente momento um presidente assumir uma posição relevante na comunidade, na cultura, sem chegar ou ter algum conhecimento do que está acontecendo no mundo do hip-hop. Você não pode ser desconectado da cultura mais impactante neste país.



Carta aberta ao Presidente Obama

"Você entrou humildemente em nossos mundos saindo das ruas do Sul de Chicago e dando energia à nossa geração. Você repercutiu das barbearias às vias aéreas e por todas as ruas de todas as quebradas de toda a América. Muitos de nós não sabiam o seu nome nem tínhamos consciência do impacto que você deixaria no mundo durante anos, meses e dias que se seguiram.

Quando eu reflito sobre isso, eu me encho de gratidão, ultraje, luto, raiva, humildade e apreciação, tanto por aquilo que você ajudou a realizar quanto pelas coisas que ainda precisamos realizar.

Por muitos anos você lutou para manter essa nação da forma como ela é hoje.

Por muitos anos, muitos de nós falharam com você porque, como eu disse antes, nós não estávamos preparados para as mudanças que você queria trazer.

Mas descanse sabendo que nós te ouvimos. Descanse com a certeza de que nós te sentimos o que você fez e descanse com a certeza de que o seu legado viverá por muito tempo após a sua presidência.

Você não só impactou uma nação como definiu uma cultura e chocou e acordou toda uma geração. Uma geração que, infelizmente, tem cada vez mais medo de ser machucada, negligenciada, abusada, esquecida e que precisa lutar pelo que nós, agora, entendemos não ser sobre direitos básicos, mas sobre igualdade e dignidade humana básica.

Enquanto muitos de nós agem como se isso fosse algo novo, aqueles de nós que tem lutado, marchado e escrito sobre isso conhecem a desigualdade, o ódio e a intolerância ficaram cansados e silenciados pelos EUA durante muito tempo. Apesar de estarmos feridos, não estamos fora da luta.

Nós te agradecemos por nos ajudar a enfrentar questões que exterminam nossas comunidades e diminuem todos nós. Enquanto eu também admito que já tive comportamentos que perpetuaram o estigma negativo que existe nas nossas comunidades, eu gostaria de agradecê-lo por olhar além de nossas falhas.

Na medida em que eu reflito sobre minha juventude quando eu escutava meu rapper preferido – Tupac Shakur – dizer que nós não estávamos preparados para um presidente negro, eu concordava completamente até que você nos trouxe a audácia de ter esperanças e nos lembrou de que sim, nós podemos.